quinta-feira, abril 09, 2015

Lembranças...


Sempre me considerei boa em lembrar das coisas. Não aquelas coisas que aprendemos no colégio, tipo tabela periódica. rsrs  Mas acontecimentos da vida, memórias... É comum eu relembrar momentos dos quais as pessoas não conseguem recordar. Nessas horas, às vezes, é como se eu tivesse sonhado, ou como se aquelas histórias não tivessem marcado as outras pessoas como marcaram a mim. Às vezes isso dá uma sensação desagradável. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, é muito bom lembrar. Como naquelas conversas de família, quando nos reunimos e começamos a contar os "causos", um atrás do outro, invariavelmente rendendo várias gargalhadas... Relembrar momentos juntos é algo que aproxima. E quando um som, um cheiro, um gosto, uma música, automaticamente nos remetem a situações do passado, pessoas, lugares, uma velha rotina que já ficou pra trás... É claro que muitas vezes essas lembranças podem vir carregadas de uma boa dose de melancolia, saudade, nostalgia... Mas ainda assim não existe nada mais triste do que perder a memória. Evidentemente, não temos como guardar tudo! Seria até mesmo enlouquecedor... O tempo se encarrega de fazer a triagem e aquilo que não está sendo usado aos poucos vai sendo arquivado e deletado em algum lugar onde moram os sonhos... E o que faz algo se tornar inesquecível? A quantidade de vezes que repassamos aquela história em nosso pensamento? Talvez por isso sempre gostei de escrever diários... É uma boa forma de se reencontrar consigo mesmo. É interessante reler nossas memórias depois de um tempo. Como tudo muda... Bom, nem tudo. Às vezes também percebemos que algumas características continuam as mesmas. 

sábado, janeiro 31, 2015

Normcore . A moda vem com cada uma...

Dando uma pausa nas postagens com as fotos de viagem...

Resolvi falar um pouquinho hoje sobre o normcore, um termo criado pela empresa de pesquisa de mercado K-Hole, para designar o estilo de pessoas que não seguem uma moda específica. Gente que, mesmo quando usa algum item que está em alta no momento, faz isso de um modo não linear (sem seguir a receita de alguma tribo, mas sim a sua própria vontade).
A ideia, a princípio, eu acho bacana. Esse desejo de se vestir de uma forma mais natural e menos montada certamente surge como um escape diante de uma sociedade cada dia mais consumista e repleta de excessos.
Mesmo assim, tenho algumas críticas a fazer sobre esse conceito. Não que eu seja socióloga, antropóloga, psicóloga, ou especialista em qualquer coisa relacionada ao tema... (é só enxerimento mesmo rsrs)

A minha primeira crítica é em relação à escolha da palavra. Normcore significa "o centro do normal" (oi?) Existe coisa mais relativa do que esse conceito de normalidade? No sentido que vem sendo usado, parece que normal seria o estilo de quem se veste sem pretensão de chamar atenção e/ou que, teoricamente, não estaria muito preocupado em seguir tendências. 

Costumam citar como referência do "estilo" normcore o co-fundador da Apple, Steve Jobs. Ele realmente parecia que não estava "nem aí" para tendências de moda. Provavelmente ele tinha muitas outras preocupações em sua cabeça genial (não que a moda não tenha sua importância) e aparentemente encarava a roupa apenas pelo ponto de vista funcional. Conforto, praticidade e pronto.
Ele tinha sua própria forma de expressar o que era a moda para ele. E o importante é lembrar que cada um tem a sua. 





Mesmo quem acha que moda não tem importância nenhuma, se usa roupa, não tem como fugir da moda e de se expressar através dela de alguma maneira. A mensagem que você passa através do seu modo de vestir pode ser "não tô nem aí para as tendências de moda". Ainda assim será uma mensagem. E eu posso transmitir essa mensagem através de estilos totalmente diferentes. Ou seja: eu posso usar roupas discretas, escuras, confortáveis, folgadas ou até mesmo velhas, calçar sempre tênis ou chinelo com meia. Mas também posso usar coisas coloridas, a primeira peça que aparecer na minha frente, nada combinando com nada, uma melancia na cabeça, tudo bem over. Não deixaria de ser uma forma de dizer: "tô me lixando pra o que a moda diz ser certo ou errado". 

Se a pessoa não está preocupada com tendências de moda, deveria ser, então, simplesmente alguém que usa o que se gosta de usar, independentemente de ser algo que está in ou out no mundo fashion. E não necessariamente isso seria algo minimalista ou casual. O que é confortável para mim pode não ser para você. A ideia de normal varia de acordo com os costumes locais, a idade das pessoas, o meio em que elas vivem e outros fatores.

(peruanos usando traje tradicional e super normal para eles) 

Mas observando as referências que andam circulando na rede sobre o estilo normcore, observa-se que já existe uma imagem bem definida sobre quais tipos de looks se enquadrariam nesse conceito. Roupas com tecidos mais confortáveis, com aparência natural e geralmente bem clean, com um quê minimalista, uma pegada casual, esportiva, mas elegante. O mesmo se reflete na maquiagem, nos cabelos e acessórios. Quanto mais aparentarem naturais, melhor.  

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 Minha segunda crítica é porque andam dizendo por aí que esse estilo "normcore" está incluindo na moda e transformando em moda até o estilo de quem não liga pra moda. Será que isso é verdade?

Eu acredito que não. Afinal, em sentido amplo, toda a história do vestuário da humanidade está incluída no que chamamos de moda. Como disse lá no início, se uma pessoa usa roupa, seja ela qual for, ela já está incluída no sistema da moda. Então, Estamos todos incluídos, mesmo que inconscientemente. 

O que eu acho mais engraçado é que depois dessa moda do normcore, tem um monte de gente ensinando como parecer normal... rsrs Em outras palavras, como você se produzir toda e o que você precisa ter/comprar para fingir que não tem pretensão nenhuma de estar "na moda".
 Isso é o mercado, baby! 
No final das contas, normcore é mais uma tendência. Surgiu o "normal de butique", assim como existe o punk, o hippie e o gótico de butique. O que a princípio podia ser um comportamento espontâneo de levar  a vida de um modo mais leve e confortável, acabou virando mais uma tribo. Para entrar nela basta ter a sandália birkenstock, aquele moleton de preferência cinza ou azul marinho, um tênis sem muita firula, a jardineira, calça jeans com corte reto ou daquelas mais folgadinhas e otras cositas más...  







A receita já foi dada, mas é claro que quem realmente não se liga em tendências não está nem aí pra isso.  Será que alguém está mesmo imune? 


Fonte: Vila Mulher 

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Fortaleza

Depois de conhecer as belezas de Canoa Quebrada, o segundo destino de nossa lua de mel foi a cidade de Fortaleza. Eu só tinha ido para a capital cearense uma vez na minha infância, então, foi praticamente como ir pela pela primeira vez. Lá nós passamos um dia no Beach Park, como não podia deixar de ser quando se vai turistar em Fortaleza pela primeira vez... E também aproveitamos para assistir um show de humor, comer caranguejo e dar uma volta pelo centro, na bela Catedral Metropolitana de Fortaleza e no Mercado Central da  cidade. O legal é que ainda aproveitamos para encontrar com nossa comadre Robertita, que está morando por lá. 



 


Pra quem gosta de caranguejo, o Chico do Caranguejo é o melhor! Nunca ouvi tantos elogios...


 No caminho para o Beach Park, já demos de cara com toda essa beleza em Aquiraz



 No Beach Park, uma explosão de cores! Dava vontade de fotografar tudo... O engraçado desses lugares onde a gente tem um tempo limitado para se divertir é que dá uma sensação de que a gente quer aproveitar tanto tudo e não consegue... E quando menos espera, o dia acaba!

Na volta, paramos naquele lugar bonito para ver o pôr do sol...


Saudade desse dia... 

domingo, janeiro 18, 2015

Canoa Quebrada


Coisa que gosto é pegar a estrada. Mas é claro que em boa companhia... (Até tenho vontade de viajar sozinha mas acho que não seria minha modalidade preferida...) Também sinto saudades de casa, especialmente dos meus bichinhos, que são meus bebês! Mas mesmo assim viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer nessa vida! Acho que todos concordam que a sensação de estar vivendo intensamente e de estarmos livres para experimentar modos diferentes de viver é uma coisa única que só uma boa viagem é capaz de nos dar com tamanha intensidade!

Por isso, mesmo com um atraso gigantesco (casei em julho e a lua de mel foi em agosto), resolvi fazer esse humilde diário de viagem, porque assim aproveito para matar um pouco a saudade desses dias incríveis! 


Nosso primeiro destino foi Canoa Quebrada, Ceará. 
Planejávamos sair cedinho de Recife, mas não conseguimos acordar, já que, pra variar, fomos dormir tarde na noite anterior! rsrs Então, chegamos em Canoa Quebrada de noitinha. Separamos duas diárias para conhecer essa praia maravilhosa, onde o sol brilha praticamente o ano inteiro!

Aproveitamos, então, para relaxar e curtir o clima da nossa primeira noite na rua conhecida como Broadway. Lá tem várias opções de restaurante e também para quem quer curtir algo mais agitado. Como nosso objetivo era aproveitar mais o dia, apenas jantamos e demos uma volta tranquila, sentindo a vibe do lugar. 


A propósito, comemos uma pizza DE-LI-CI-O-SA!  (Infelizmente, esqueci o nome do restaurante... #sorry Prometo que da próxima vou fazer o negócio direito! :P )

 Pra variar, o número 12 marcou presença! Nosso primeiro quarto da viagem de lua de mel! Tinha que ser... Nosso número da sorte!

Partimos para um passeio de buggy pelos principais pontos turísticos...


 



  
 Tirolesa! Dá pra ir com ou sem emoção :D

 Canoa é um lugar perfeito para fazer passeios de parapente! Afinal, vento é o que não falta! Essa vista maravilhosa é no alto das falésias onde fica um restaurante muito bom, O Nain. É simples mas a comida é super gostosa, o preço é camarada e o visual é mais do que perfeito! Parada obrigatória!

Por fim, algumas fotinhas aleatórias que tirei pelo caminho...



Gatinhos <3 p="">

Depois do passeio, dar aquela refrescada na piscina da pousada! 



Antes de ir embora, mais um passeio pela Broadway para comprar artesanato :D

Lugar maravilhoso! 

terça-feira, dezembro 02, 2014

Casei!


Aloooowwwwww... alguém aí??? Sumi demais dessa vez, não foi? O ano já está chegando ao final! Tantas coisas aconteceram desde  a minha última postagem! A principal, com certeza, foi o meu casamento!!! Faz um tempinho já, é novidade meio velha rsrs Mas tinha que compartilhar com vocês! Afinal, foi um momento muito especial da minha vida. E na última vez que postei aqui no blog eu estava em fase de preparativos. Tudo foi feito com pouco tempo e na maior simplicidade, mas ficou - modéstia à parte - muito lindo e foi inesquecível!


Meu look de noivinha foi bem simples. O charme ficou por conta dessa tiara linda que comprei na loja virtual da Caterina foi Passear O buquê de origamis foi feito pela minha irmãzinha Malu, super talentosa! E os noivinhos do topo de bolo são de crochê e foram feitos por minha amiga Gabriela Kyrillos.

 Pra completar, um dia lindo! A natureza e o astral maravilhoso de Aldeia/PE.
Com minhas amigas, que fizeram parte dessa história desde o início e fizeram aquela pressãozinha básica para marcarmos logo uma data para oficializar nossa união! rsrs
É impossível resumir e descrever em poucas palavras como esse dia foi especial e único em nossas vidas. A mistura de emoções ao mesmo tempo... euforia, alegria, nervosismo, ansiedade, gratidão... o pensamento em tudo que vivemos para chegar naquele instante. Reafirmando o nosso amor, o nosso desejo, maior que tudo, de ficarmos juntos pela vida inteira, fazendo feliz um ao outro. Tudo isso diante das pessoas mais importantes para nós. Nossa família e os amigos mais íntimos. A maioria, pessoas que acompanharam boa parte de nossa história. E que se emocionaram bastante conosco. 
Sim, nós já éramos casados. De fato, de coração. Mas isso até me surpreendeu. Achei que talvez por essa razão eu não fosse me emocionar tanto. Mas como me enganei! Não acredito que pudesse ser maior a emoção que senti. Eu não sabia se ria, se chorava... Eu chorei, mas tentava rir mesmo assim... E minhas pernas bambearam quando enfim parei ao lado do meu amor. Porque ali estávamos nós. Um casal que já sabia direitinho o que significa uma vida a dois, sob um mesmo teto. Que o amor não é sempre um mar de rosas. Tem a rotina, nem sempre doce e romântica. E nem sempre é fácil. É preciso amar menos a si mesmo para poder amar de verdade o outro. É um aprendizado constante. O amor é uma escolha que fazemos todo dia. E mais uma vez nós escolhemos um ao outro. E que essa escolha se renove diariamente, até que a morte nos separe! 

Esse é só um pedacinho do que foi o nosso grande dia! Ainda nem peguei todas as fotos, até hoje! Minha fotógrafa especial foi minha amiga, companheira do curso de fotografia do Senac, Yleana Hayala. Também registrou esse momento inesquecível, nossa colega de turma Sayonara Freire. 

Espero voltar em breve a movimentar as coisas por aqui! Beijinhos!